Dia internacional da Mulher
Dia 8 próximo celebramos o Dia Internacional da Mulher. E como todos os anos anteriores, cá estamos nós lutando dia a dia por direitos e por sobrevivência num mundo que, infelizmente, ainda nos trata como seres inferiores e submissos.
E os casos de violência continuam a ser o Calcanhar de Aquiles do Brasil. Há 520 anos, desde o descobrimento do Brasil, as mulheres têm sido alvo da violência sexista. Começou com as indígenas, violentadas pelos colonizadores. Depois, as escravas, agredidas física e sexualmente pelos ‘sinhozinhos’ e seus capatazes. E hoje, em pleno século 21, mulheres de todas as idades, classes e raças continuam sendo vítimas da violência física, sexual, psicológica, patrimonial, moral ou simbólica.
Com dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação, mostra 145 mil registros de mulheres agredidas, sendo 70% dentro de suas casas. Isso significa uma agressão física ou psicológica a cada 4 minutos. E a situação é ainda pior, porque todos nós sabemos que a subnotificação desse tipo de crime é muito grande no Brasil.
Não é fácil ser mulher no Brasil. A cada 11 minutos uma é estuprada. De cada 10 violentadas, 7 têm até 19 anos de idade. Mas, aqui também a realidade é cruel, porque só 35% dos casos chegam aos órgãos competentes.
E o que dizer dos assassinatos cometidos pelo simples fato de a vítima ser mulher? O feminicídio é o ápice da violência, é um crime de ódio, que ocorre em situações em que há desprezo ou menosprezo à condição da mulher.
Somos o quinto país no mundo que mais mata mulheres. Pasmem, segundo a ONU, em comparação com países desenvolvidos, no Brasil se mata 48 vezes mais mulheres que o Reino Unido, 24 vezes mais que na Dinamarca e 16 vezes mais que no Japão ou Escócia
Apesar do avanço da legislação penal — Lei Maria da Penha (2006), endurecimento da legislação de estupro (2009), Lei do Feminicídio (2015) e Lei da Importunação Sexual (2018) — ainda é crescente o número de mulheres assassinadas no país. São 12 mortes por dia, índice muito mais aterrorizante que as enfermidades epidêmicas amplamente disseminadas que abalam o mundo.
Comentários
Postar um comentário